São filhos vivos.
São corações que choram.
Sem saber o que seria melhor,
será viver ou morrer?
Se vivo sofro com a certeza da morte,
o que fazer?
Vejo a continuação da minha vida acabar.
Sei que nada vou deixar,
nem sequer um filho.
Não sei quando essa dor irá cessar...
Espero que não seja quando a morte me levar...!
Bianca Martins (3002)

entre lápis e papel... by Grêmio Estudantil Vinícius Marcô Leandro is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
ELOGIO DO REVOLUCIONÁRIO
Quando aumenta a repressão, muitos desanimam.
Mas a coragem dele aumenta.
Organiza sua luta pelo salário, pelo pão
e pela conquista do poder.
Interroga a propriedade:
De onde vens?
Pergunta a cada idéia:
Serves a quem?
Ali onde todos calam, ele fala
E onde reina a opressão e se acusa o destino,
ele cita os nomes.
À mesa onde ele se senta
se sente a insatisfação.
À comida sabe mal e a sala se torna estreita.
Aonde vai há revolta
e de onde o expulsam
persiste a agitação.
Bertold Brecht
Quando aumenta a repressão, muitos desanimam.
Mas a coragem dele aumenta.
Organiza sua luta pelo salário, pelo pão
e pela conquista do poder.
Interroga a propriedade:
De onde vens?
Pergunta a cada idéia:
Serves a quem?
Ali onde todos calam, ele fala
E onde reina a opressão e se acusa o destino,
ele cita os nomes.
À mesa onde ele se senta
se sente a insatisfação.
À comida sabe mal e a sala se torna estreita.
Aonde vai há revolta
e de onde o expulsam
persiste a agitação.
Bertold Brecht
quinta-feira, 15 de maio de 2008
MOVIMENTO
Assim como a velha árvore
caindo estou...
Tentam me levantar
mas meus galhos estão difíceis de agüentar.
O que era jardim virou
um buraco sem fim,
dentro de mim...
a vida é assim.
Amo algumas flores,
que não me vêem como sou,
e nem pelo menos como estou.
O dia-a-dia é cansativo e sem paixão,
tristezas vêm e vão...
A minha não se move.
Maria Josema (3011)
caindo estou...
Tentam me levantar
mas meus galhos estão difíceis de agüentar.
O que era jardim virou
um buraco sem fim,
dentro de mim...
a vida é assim.
Amo algumas flores,
que não me vêem como sou,
e nem pelo menos como estou.
O dia-a-dia é cansativo e sem paixão,
tristezas vêm e vão...
A minha não se move.
Maria Josema (3011)
terça-feira, 13 de maio de 2008
TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
(...)
(Álvaro de Campos -heterônimo de Fernando Pessoa)
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
(...)
(Álvaro de Campos -heterônimo de Fernando Pessoa)
segunda-feira, 12 de maio de 2008
ÁRVORE MORTA
Apareceu repentinamente,
surgiu como o sol iluminando a vida...
Deu àquela árvore esquecida na densa floresta
um sentido, uma importância.
Suas folhas nunca foram tão verdes,
e seus galhos nunca foram tão fortes.
Repentinamente surgiu também a decepção,
aquela luz já tinha dono.
Já iluminava um outro alguém,
a árvore não tinha mais sentido nenhum.
As folhas não eram mais verdes...
Seus galhos estavam fracos,
a árvore estava morta.
Alexandre Rodrigues (3002)
surgiu como o sol iluminando a vida...
Deu àquela árvore esquecida na densa floresta
um sentido, uma importância.
Suas folhas nunca foram tão verdes,
e seus galhos nunca foram tão fortes.
Repentinamente surgiu também a decepção,
aquela luz já tinha dono.
Já iluminava um outro alguém,
a árvore não tinha mais sentido nenhum.
As folhas não eram mais verdes...
Seus galhos estavam fracos,
a árvore estava morta.
Alexandre Rodrigues (3002)
domingo, 11 de maio de 2008
sábado, 10 de maio de 2008
quinta-feira, 8 de maio de 2008
METÁFORA
Poesia vira gota
e vira chuva
e vira rio
e vira prosa.
Poesia,só por hoje,
parece um rabisco puro
sob a mesa em aço.
Todo traço
revela-se um contraponto,
a metáfora corre
...............pela calçada.
Viviane de Sales (3001)
e vira chuva
e vira rio
e vira prosa.
Poesia,só por hoje,
parece um rabisco puro
sob a mesa em aço.
Todo traço
revela-se um contraponto,
a metáfora corre
...............pela calçada.
Viviane de Sales (3001)
quarta-feira, 7 de maio de 2008
ALMA EM OUTRA GALÁXIA
eu levo minha alma com meu amor
e levo o amor ao meu pensamento,
eu vôo com minha estupidez mas dou vôos baixos.
com meu sofrimento caio do penhasco sem fim
com minha raiva corro quilômetros de distância
sem saber aonde vou
com a minha falta de caráter,
sou monstro terrível e
assustador...
quando sou gentil o céu brilha de esperança.
minha solidão é dolorosa
uma espada em meu peito,
com desprezo entro em um transe infinito e escuro.
quando sonho,
atravesso fronteiras sem fim
e aí posso ser quem quiser
e daí eu vivo, espaçonave de sonhos:
todo dia sonho em ser melhor...
na vida, no amor,
melhor em tudo.
quero aprender a amar,
e a viver...
quero dar vôos tão altos que ninguém consiga ver-me.
e experimentar esse universo louco duma forma intensa e bela,
eu só quero ser mais um navegante na vida.
Giuliana Carvalho (1001)
e levo o amor ao meu pensamento,
eu vôo com minha estupidez mas dou vôos baixos.
com meu sofrimento caio do penhasco sem fim
com minha raiva corro quilômetros de distância
sem saber aonde vou
com a minha falta de caráter,
sou monstro terrível e
assustador...
quando sou gentil o céu brilha de esperança.
minha solidão é dolorosa
uma espada em meu peito,
com desprezo entro em um transe infinito e escuro.
quando sonho,
atravesso fronteiras sem fim
e aí posso ser quem quiser
e daí eu vivo, espaçonave de sonhos:
todo dia sonho em ser melhor...
na vida, no amor,
melhor em tudo.
quero aprender a amar,
e a viver...
quero dar vôos tão altos que ninguém consiga ver-me.
e experimentar esse universo louco duma forma intensa e bela,
eu só quero ser mais um navegante na vida.
Giuliana Carvalho (1001)
terça-feira, 6 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Apresentação
O núcleo de Cultura do Grêmio Estudantil Vinícius Marcô Leandro, do Colégio Estadual Vicente Jannuzzi, resolveu criar este blog pra dar espaço a toda essa galera da escola que gosta de escrever. Aqui poderemos publicar poesias, desenvolver histórias, divulgar idéias e opiniões, falar do cotidiano e muito mais... Participe!
Mande seu texto para: gremiocevj@gmail.com
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