Sento-me num banquinho de madeira, todos os dias.
Paro, para observar o balanço das árvores
E assim consigo refletir
Sobre a vida, penso sobre o meu dia-a-dia.
Só ali
Consigo ver o que esta a minha volta
E mesmo parado vôo em meus pensamentos.
Só ali, observador de mim mesmo,
Consigo ver o mundo nos seus pequenos detalhes.
Consigo perceber a grandeza da criação:
vejo que somos tão diferentes já desde outros instantes,
Nós fundimos tamanha semelhança.
Eu sou o seu lado desconhecido
Ou o lado que você desaprendeu a enxergar.
Não temos explicações sobre o que vivemos
Mas não deixamos de viver.
Mas não enxergamos esta vida em volta.
Vivo em linha reta,
minha vida é como se fosse cego.
Este banco de madeira me faz ser mais humano.
Mas vejo que sou tão ser humano.
Preciso entende este universo,
Entender como eu sou como ajo, como me comporto,
Com sinto.
Mas depois de um dia ensolarado consigo por algumas horas
Me entender e entender o que esta a minha volta.
Sou o observador do banco de madeira
Mas simplesmente por ser tão apaixonado pela vida
Não entendo algumas coisas que ela diz.
Giuliana Carvalho (1001)

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terça-feira, 10 de junho de 2008
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Um comentário:
Querida Giuliana, senti uma paz muito grande ao ler seu poema, peço permissão para me sentar nesse banco de madeira junto a você. Posso? Um beijo da professora Maria Dulce
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