sábado, 28 de junho de 2008

MAIS PAPEL, MAIS POESIA

faço carícias no papel,
de repente um anônimo me atrapalha
e me atrapalha
e me atrapalha e me atrapalha,
e depois me ajuda a reiniciar o poema.

desaparece no meio do texto, e no meio do nada,
e retorna no instante seguinte
com mais papel e mais poesia do que precisávamos.

e o poema não termina,
por excesso de anonimato:
de quem são essas mãos, qual poeta?
qual criatura?

Viviane de Sales (3001)