faço carícias no papel,
de repente um anônimo me atrapalha
e me atrapalha
e me atrapalha e me atrapalha,
e depois me ajuda a reiniciar o poema.
desaparece no meio do texto, e no meio do nada,
e retorna no instante seguinte
com mais papel e mais poesia do que precisávamos.
e o poema não termina,
por excesso de anonimato:
de quem são essas mãos, qual poeta?
qual criatura?
Viviane de Sales (3001)

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sábado, 28 de junho de 2008
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Um comentário:
Adorei!
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